Indústria Aeronáutica
Embraer amplia previsão de entrega de aeronaves
Fabricante estima produção de 165 jatos para compensar redução deste ano
São José dos Campos
A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), em São José dos Campos, intensificará as entregas de jatos a partir do próximo ano. A empresa divulgou nova previsão na qual prevê a entrega em 2007 de até 165 jatos, 5 a mais que o previsto anteriormente.
Para 2008, a previsão é aumentar o volume para entre 195 e 205 jatos, segundo informou a empresa.
Só de jatos executivos, a Embraer planeja entregar entre 25 e 30 unidades do Legacy 600 por ano, em 2007 e 2008.
Em meados de 2008, terão início as entregas do minijato Phenom 100 --entre 15 e 20 jatos. A Embraer dará início às entregas do Phenom 300 em 2009, ano em que a produção dos jatos da família Phenom atingirá no mínimo 120 unidades, com possibilidade de chegar a 150.
As novas projeções foram divulgadas após o 7º Encontro Anual de Analistas e Investidores, realizado na quinta e sexta-feira da semana passada, em São José dos Campos.
LONGO PRAZO - Para o período de 2007 a 2016, a Embraer estima que os fabricantes de aeronaves entregarão aos clientes 3.050 jatos. Outros 4.450 deverão ser entregues no período de 2017 a 2026, totalizando um mercado da ordem de US$ 220 bilhões.
Da demanda total prevista de 7.500 jatos no prazo de 20 anos, jatos com capacidade entre 91 e 120 passageiros representarão a maior fatia do mercado, com encomendas estimadas em 3.500 jatos.
Na faixa entre 61 e 90 assentos, são estimadas entregas de 2.600 jatos. No segmento de 30 a 60 lugares, 1.400 jatos.
Na avaliação da Embraer, o mercado de jatos com 30 a 60 assentos, embora já tenha atingido o ciclo de maturidade, continuará desempenhando papel importante no mercado da aviação regional dos Estados Unidos e Europa. A empresa também tem expectativa de desenvolver novos mercados como China, México e Rússia.
SUBSTITUIÇÃO - A Embraer atribuiu a previsão de crescimento do mercado de jatos com capacidade para entre 91 e 120 passageiros às perspectivas de que as companhias aéreas com frotas antigas substituam as aeronaves.
No segmento intermediário (61 a 90 assentos), as projeções indicam o crescimento natural das companhias aéreas regionais nas rotas de maior demanda, atualmente operadas por jatos de 50 lugares.
Os Estados Unidos, de acordo com a fabricante, deverão representar 51% do mercado mundial de jatos nos próximos 20 anos; Europa, 17% e China, 9%.
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