ValeParaibano
Terça-feira, 21 de Novembro de 2006
Veja os enderecos da ECT
Fale conosco
Região
São José
 

Investigação

Polícia 'caça' acusado de matar americano

Quase dois meses após ter a prisão temporária decretada, suspeito continua foragido; outros dois já estão presos

Alexandre Alves
São José dos Campos

Quase dois meses após ter a prisão temporária decretada pela Justiça continua foragido o suspeito Nelson Siqueira Neves, 38 anos, indiciado pela Delegacia Seccional de São José dos Campos por envolvimento no seqüestro e na morte do compositor norte-americano Raymond James Merrill, 56 anos.

Ao contrário dos outros dois suspeitos --Regina Filomena Crasovich Rachid e Evandro Celso Augusto Ribeiro, ambos de 40 anos--, que estão presos e tiveram a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias no início de novembro, Neves sumiu após prestar depoimento espontaneamente à polícia em 2 de outubro.

Neves se aproveitou do período eleitoral, que o impedia de ser preso até 48 horas após o final da votação (em 1º de outubro), e depôs na Delegacia Seccional acompanhado do advogado. Ele deu sua versão dos fatos e negou que tenha tido envolvimento no assassinato de Merrill.

Desde então, policiais civis de São José têm investigado informações sobre o paradeiro de Neves. Uma equipe de investigadores da Seccional esteve em Brasópolis (MG), em meados de outubro, e confirmou que o suspeito estivera hospedado numa pousada, acompanhado da mulher e duas filhas.

No Vale do Paraíba, a polícia está monitorando residências de familiares de Neves que podem ser eventualmente usadas como refúgio pelo suspeito. Entretanto, há suspeita que ele tenha deixado a região.

CILADA - Para o delegado e diretor do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) de São José, Waldomiro Bueno Filho, o homicídio do norte-americano contou com a participação dos três envolvidos. "Raymond foi envolvido numa cilada."

Namorada da vítima, Regina está detida na Cadeia Pública de Caçapava. Ribeiro foi transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos. Ele estava preso no CDP de São José.

Regina, Ribeiro e Neves foram indiciados por manter Merrill sedado durante seis dias e matá-lo enforcado com um fio de cobre, em 1º de abril. O compositor havia chegado em São José em 21 de março para se encontrar com Regina. Durante seis meses, ele foi considerado desaparecido.

O corpo do norte-americano ainda foi queimado e abandonado numa estrada rural de Caçapava. A pena mínima para o crime é de 25 anos de detenção.

PRISÃO - Regina foi presa em flagrante no dia 2 de junho acusada de roubo de 3.000 euros de um doleiro de São José. O crime não tem ligação direta com o assassinato de Merrill. No entanto, na ocasião, um cartão bancário do compositor foi encontrado na bolsa de Regina, quase dois meses depois do desaparecimento do norte-americano.

Ela e Ribeiro foram reconhecidos pela vítima do roubo. A polícia de São José localizou Ribeiro em Cabo Frio (RJ) e o prendeu em 22 de setembro.

A Delegacia Seccional de São José dos Campos, que conduz a investigação, informou ontem que aguarda a conclusão dos laudos do IML (Instituto Médico Legal) de São Paulo sobre o reconhecimento do corpo exumado no final de setembro para enviar o inquérito sobre o assassinato de Merril para a Justiça.

matéria anteriorÍndicepróxima matéria
CLASSIFICADOS
Balcão de Anúncios
ANÚNCIOS P/ cm
ASSINATURAS
Clube do Assinante
SERV. GRÁFICOS
EXPEDIENTE
PESQUISA
ED. ANTERIORES
SERVIÇOS
LINKS ÚTEIS
SUCURSAIS
BALCÕES
Empresa amiga da criança Grupo de Apoio à Criança com Câncer - GACC Laboratório Oswaldo Cruz Submarino InterNexo Ltda. provedor de serviços Internet
© 2006 ValeParaibano. Clique aqui para reprodução e direitos autorais