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Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006
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Varig já pode pedir verba para contrato com Embraer

Pedido de crédito dependia de aval de vôo, concedido ontem pela Anac

São José dos Campos/Folhapress

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) concedeu ontem a autorização jurídica de vôo para a nova Varig, decisão que pode viabilizar o aumento da frota da empresa aérea.

A VarigLog, dona da Varig, está em fase avançada de negociações com a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), em São José dos Campos, para a compra de até 50 jatos Embraer 190/195, com capacidade para entre 98 e 122 passageiros, por US$ 1,7 bilhão.

A empresa aérea já entregou ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) uma carta-consulta para a liberação do empréstimo que viabilizaria a aquisição dos jatos da Embraer. O banco ainda não respondeu o pedido, mas o negócio não poderia sair sem a autorização jurídica.

A linha de crédito do BNDES foi criada recentemente e visa incentivar a compra dos aviões fabricados no país por companhias aéreas brasileiras.

A Embraer anunciou anteriormente que, caso a venda seja oficializada, as entregas poderão ser iniciadas em 2007.

Caso o negócio com a fabricante brasileira seja concretizado, a Varig será a primeira companhia aérea nacional a operar jatos comerciais, os chamados E-Jets, da Embraer.

PRIMEIRO PASSO - A concessão da autorização jurídica, publicada ontem no Diário Oficial da União, é apenas o primeiro passo para a Varig conseguir a habilitação de empresa de transporte aéreo, mas já vai permitir, por exemplo, que sejam apresentados pedidos de empréstimo para a compra de aviões.

Segundo a VarigLog, o documento vai servir também para a empresa concluir a compra de 14 aeronaves modelo Boeing 737, que já estariam no Galeão (RJ). Com isso, a frota da empresa, que hoje é de 15 aviões, praticamente dobraria.

Com os novos aviões, a Varig pode tentar evitar a redistribuição de suas rotas. Como não tem utilizado boa parte de seus slots (espaços para pousos e decolagens), a empresa não conseguiu convencer a Anac a não começar a repassar essas concessões para concorrentes e evitar filas nos aeroportos e redução da oferta de vôos.

MERCADO - A empresa já perdeu parte de suas rotas internacionais e pode também ficar sem outros 28 slots no aeroporto de Congonhas (SP) nas próximas semanas.

Mesmo após obter a autorização jurídica, a Varig ainda precisará obter a homologação como empresa de transporte aéreo.

A Anac informou que não recebeu todos os documentos necessários e que precisa da aprovação de sua área jurídica e técnica antes que a homologação seja analisada pela diretoria. Não há prazo para que o processo seja encerrado.

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