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Sob Investigação

PM é executado em padaria de São José

Soldado foi assassinado com três tiros à queima-roupa na cabeça; polícia suspeita que crime foi por vingança

Guilhermo Codazzi da Costa
São José dos Campos

O policial militar Luiz Claudio Narcizo, 33 anos, foi executado a tiros na noite de anteontem, em uma padaria no bairro Jardim Paraíso do Sol, região leste de São José dos Campos. A vítima, soldado da companhia da PM na zona leste, estava de folga no momento do crime e foi morta com pelo menos três tiros na cabeça, disparados à queima-roupa.

Narcizo foi morto por volta das 22h05, na padaria Hiper Pão, localizada na rua Benedito Albino Tomas. O soldado teria ido ao local para conversar com o proprietário do estabelecimento, que era seu amigo. Logo depois que a vítima chegou na padaria, um homem entrou no comércio e atirou contra o soldado pelas costas.

Narcizo foi socorrido ao Pronto-Socorro da Vila Industrial ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos. Após os disparos, o assassino correu para fora da padaria, pegou uma bicicleta e fugiu. "(Narcizo) parou para conversar comigo e o cara atirou pelas costas e não falou nada", disse Antônio Gonçalves da Silva, dono da padaria.

TESTEMUNHA - Ele estava ao lado do soldado no momento do crime. "Foi coisa de segundos. (O assassino) saiu correndo e não deu para ver nada. Não temos segurança", afirmou o comerciante. No local, a polícia apreendeu a pistola 380, que pertenceria ao policial, e quatro cápsulas deflagradas. Em sinal de luto, o estabelecimento permaneceu fechado ontem.

Ontem, a Polícia Civil identificou o suspeito de ter executado o policial militar (leia texto nesta página). De acordo com as investigações, a vítima pode ter sido morta por vingança. Equipes do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e do 6º Distrito Policial participam da investigação.

VÍTIMA - Casado e pai de uma menina de quatro anos, o soldado estava lotado na 1ª Companhia do 46ª BPM-I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), no bairro Vista Verde, zona leste da cidade. Segundo a família, o soldado morava no bairro e havia trocado Cruzeiro, sua cidade natal, por São José há aproximadamente 15 anos.

A família acredita que o policial foi executado e que o caso possa ter uma relação direta com a profissão da vítima.

"Queremos que a justiça seja feita. Estamos chegando a um ponto em que a população não aguenta. No mundo do crime é uma glória (a morte de um PM), é um troféu, é um a zero para eles (criminosos)", declarou o policial militar Ivan Narcizo, irmão do soldado.

ENTERRO - O corpo da vítima foi velado no CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior 1), em São José, e seguiu às 10h de ontem para Cruzeiro, sendo levado para a casa da família. O enterro ocorreu às 16h.

"Era um policial bom, honesto e popular na região leste. Tinha objetivos e muitos planos. Queria construir a casa dele", disse o irmão da vítima. O caso foi registrado como homicídio qualificado. O crime tem pena prevista de 12 a 30 anos de prisão. Até as 19h de ontem, o suspeito não havia sido preso.

A PM descartou qualquer relação entre o crime e os atentados ocorridos nas últimas semanas contra homens e prédios policiais.

Thiago Leon/VP
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Flávio Pereira
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