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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006
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Tecnologia e Espaço

Inpe testa experimentos do Brasil que vão à EEI

Comitiva russa acompanha checagem feita em São José

São José dos Campos

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos, irá sediar a realização dos testes de qualificação dos nove experimentos brasileiros que serão levados a bordo da EEI (Estação Espacial Internacional), em vôo programado para março deste ano.

Uma comitiva russa chegou ontem ao Inpe para participar dos trabalhos, que incluem uma série de reuniões técnicas, além dos testes no LIT (Laboratório de Integração e Testes).

Segundo o coordenador da Missão Centenário, Raimundo Mussi, os experimentos serão submetidos a testes de vibração, elétricos e químicos para garantir a conformidade com os padrões estabelecidos para a realização de testes na EEI. Missão Centenário foi o nome dado ao primeiro vôo do astronauta brasileiro, o tenente-coronel Marcos César Pontes.

O coordenador da comitiva russa, Sergey Ribkin, disse que o objetivo dos testes é garantir que não irá ocorrer nenhuma violação à segurança, por vazamento de conteúdo biológico, por exemplo, que possa contaminar o ambiente no interior do foguete.

PRIMEIRO VÔO - O astronauta brasileiro, o tenente-coronel Marcos César Pontes, irá trabalhar na parte russa da estação espacial e portanto a Rússia é responsável por todos os atos do brasileiro a bordo.

Segundo Mussi, a Rússia costuma cobrar cerca de US$ 20 milhões por uma missão semelhante a de Pontes. "Tivemos um desconto razoável, praticamente uma divisão de custos para realizar o vôo a bordo do foguete no qual só cabem três tripulantes", disse Mussi, sem revelar quanto o país pagará pela viagem de Pontes.

"Uma parte dos cientistas pode ser contra e achar que a missão é cara demais, mas a razão desse vôo é que o Brasil tem um programa de microgravidade e essa é uma tecnologia que nenhum país transfere, é preciso desenvolver", disse.

Ele citou o crescimento de cristais na ausência de gravidade como o principal impulso ao desenvolvimento de novos fármacos.

Flávio Pereira
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