Anvisa alerta sobre uso do formol
São José dos Campos
Quem decidir fazer escova progressiva no cabelo deve escolher bem o salão e o profissional e tomar cuidado para que não sejam usados produtos com índice de formol acima do permitido.
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o máximo permitido de formol em uma composição de produtos químicos é 0,2%, mas essa quantidade não tem a função de alisante.
Segundo a Anvisa, todos os métodos de alisamento de cabelo, como escova progressiva, escova francesa, alisamento japonês e escova definitiva, não são registrados na agência --apenas os produtos utilizados nesses procedimentos é que necessitam de registro.
O uso do formol pode trazer riscos à saúde da pessoa. De acordo com a Anvisa, quando em contato com a pele, o formol causa irritação, vermelhidão, dor e queimaduras.
Em contato com os olhos, o formol pode causar irritação, vermelhidão, dor, lacrimação e visão embaçada.
Se inalado, o risco do formol é causar câncer no aparelho respiratório, além de provocar dor de garganta, irritação no nariz, tosse e diminuição da frequência respiratória. A inalação ainda pode causar edema pulmonar e pneumonia.
"A frequente ou prolongada exposição pode causar hipersensibilidade, levando às dermatites. O contato repetido ou prolongado pode causar reação alérgica, debilitação da visão e aumento do fígado", informou a Anvisa em nota, por meio da assessoria de imprensa.
Segundo a Anvisa, dependendo da quantidade de formol usada para a escova progressiva, o produto pode causar queda capilar.
A Anvisa chama a atenção para o fato de que tanto o usuário da escova progressiva, como o profissional que presta o serviço, correm o risco de saúde quando têm contato com o formol.
|