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Vale do Paraíba, Domingo, 02 de Janeiro de 2005
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Negócios

Indústria de pet food cresce

Setor produz e fatura mais em 2004; ramo veterinário também se expande

O setor de Pet Food desfrutou de saldo positivo no ano de 2004. Segundo estimativas da Anfal-Pet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação), a indústria do Pet Food faturou 20,41% e produziu 10,48% a mais que o ano de 2003.

André Nieto/VP
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Em números, isso significa que em 2004 foram produzidas 1,430 milhão de toneladas de alimentos para cães e gatos, totalizando um faturamento de US$ 1,444 bilhão. A região Sudeste é a maior responsável por este resultado, respondendo por 74,2% do mercado, seguida pelo nordeste (7,14%), sul (11,77%), norte (1,43%) e centro-oeste (5,46%).

Esses dados levam o Brasil à colocação de o segundo maior mercado do mundo. Entretanto, os alimentos industrializados são oferecidos a apenas 40% dos animais de companhia, sendo os outros 60% alimentados com sobras de mesa. "São 2,05 milhões de toneladas de arroz, carnes, leite e outros alimentos utilizados para alimentar os animais de companhia, conseqüentemente desviados da alimentação humana", disse Antônio Teixeira de Miranda Neto, presidente da Anfal-Pet.

VETERINÁRIA - Pelo segundo ano consecutivo e seguindo o bom desempenho do agronegócio como um todo, a indústria veterinária estima um crescimento no faturamento em 2004. Segundo levantamento do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), entidade que reúne os laboratórios veterinários que atuam no país, o setor estima faturar o equivalente a R$ 2 bilhões, montante 11% superior ao obtido em 2003 quando a indústria veterinária registrou faturamento total de R$ 1,8 bilhão.

Um dos fatores que proporcionaram crescimento do faturamento do setor em reais em 2004 foi o câmbio que permaneceu estável desde o início do ano, interferindo positivamente nos custos da matéria-prima importada, ao contrário do que ocorreu em 2002, quando o real se desvalorizou frente ao dólar. "A confiança maior no mercado e o lançamento de novos produtos também puxaram as vendas da indústria veterinária influenciando o resultado final", ressalta Emílio Salani, presidente do Sindan.

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