| Síntese
Unitau pede livros "contemporâneos"
Por Darci de Souza Baptista*
O próximo vestibular da Unitau (Universidade de Taubaté) contemplará, no que diz respeito à sua lista de obras literárias de leitura obrigatória, autores e escolas da segunda metade do século 19 e de diferentes períodos do século 20.
Roosevelt Cássio/VP
Nada de romantismo, arcadismo, barroco ou movimentos artístico-literários ainda mais antigos, aos quais deverão caber, no máximo, questões genéricas sobre características estéticas, contexto histórico e social, principais autores e livros. Com isso, a Unitau assume nitidamente sua intenção de privilegiar uma literatura mais identificada com o vestibulando e seu universo contemporâneo, portanto mais próxima de questões palpáveis da atualidade.
Talvez essa proposta da banca examinadora, responsável pela formulação da prova, fosse mais abrangente e mesmo mais coerente se títulos da década de 80 ou 90 tivessem sido incluídos na lista, já que, dentre as seis obras relacionadas, a mais recente é de 1974 (A Via Crúcis do Corpo, de Clarice Lispector).
Deve-se observar também a preocupação dos criadores da prova com relação à diversidade de gêneros e formatos literários: predominam os romances (Vidas Secas, Dom Casmurro e O Cortiço), porém sobra espaço para um livro de contos (a referida obra de Lispector), uma autobiografia (Um Homem sem Profissão, do modernista Oswald de Andrade) e a poesia épica e lírica de Fernando Pessoa reunida em Mensagem. Pessoa, aliás, é o solitário representante da literatura portuguesa nesse sexteto.
Nesta e nas próximas páginas, leia uma breve apresentação das obras pedidas pela Universidade de Taubaté.
* O colaborador Darci Baptista é professor de literatura e gramática do curso Nova Geração Vestibulares, de São José dos Campos
|