Psicóloga vê falha no "compartilhar"
São José dos Campos
A psicóloga Olívia Bittencourt Valdívia é contrária à teoria da guarda compartilhada dos filhos.
Segundo ela, as crianças precisam de referências bem definidas de lar, de um canto pessoal, e isso não aconteceria se passasse metade do tempo na casa da mãe e metade na casa do pai.
"A relação da criança com a mãe é muito mais intensa e profunda do que com o pai. Por isso, acho que o filho precisa ficar com a mãe em caso de separação, e o casal precisa ter maturidade para definir a questão das visitas e do contato com o pai", disse.
VISITAS - Segundo a psicóloga, o correto seria que a mãe permitisse visitas do pai quando ele quisesse ver o filho e que isso não fosse motivo para discussão. "As visitas devem ser liberadas também quando a criança manifestar o desejo de encontrar com o pai", disse.
Olívia afirmou que o pai precisa encontrar maneiras de criar ligações com o filho para não ser necessária sua presença para que ele sinta-se querido.
"O pai pode viajar, ficar dias sem ver o filho, desde que exista essa relação já estabelecida, bem configurada", afirmou.
Segundo a psicóloga, entre os problemas mais comuns estão os casos em que as mães falam mal dos pais aos filhos. "Isso é muito ruim. A mãe tem que ser madura o bastante para deixar de lado as questões pessoais e administrar bem isso."
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