ValeParaibano
Domingo, 18 de Julho de 2004
Vai viajar? Veja em www.novadutra.com.br as condições da Dutra.
Fale conosco
Região
Jacareí
 

Cultura

Artesãos de Jacareí mantêm tradição com peças antigas

Na cidade é fácil achar a renda fricolité e os terços de lágrima-de-nossa-senhora

Patrícia Santos
Jacareí

Artesãos de Jacareí mantêm a tradição de confeccionar a renda frivolité e os terços de lágrima-de-nossa-senhora, produtos artesanais muito usados no passado, mas hoje se tornaram raridade.

A frivolité é uma renda de algodão tecida manualmente com um ou dois ganchos e era muito usada em golas e mangas de blusas femininas. Já os terços são feitos com uma semente cinza com riscos brancos.

O funcionário público aposentado de Jacareí Fabiano dos Santos, 66 anos, há 45 anos confecciona os terços com lágrimas-de-nossa-senhora --também conhecidas com capiá ou contas de rosário.

"Meu pai era catequista e morávamos na roça. Ele fazia cordão com as contas de rosário para nos ensinar a rezar o terço. Fui aperfeiçoando a técnica e aprendi a fazer o terço", disse Santos.

Santos afirmou que antigamente era fácil encontrar as contas de rosário. Ele também faz das sementes pulseiras miniterços usados como lembrança de casamento.

A aposentada Geralda Olga do Espírito Santo Aniceto, 72 anos, ainda mantém o hábito de fazer frivolité. Ela aprendeu a arte quando cursava o ensino médio em um colégio de freiras na cidade mineira de São João Del Rey.

"As pessoas usavam muito isso em golas e mangas de blusas. Só as pessoas mais antigas sabem fazer frivolité. Os mais novos, às vezes, nem conhecem", disse Geralda, que vende a R$ 5 o metro da frivolité.

VARIEDADE - Na cidade, que conta com mais de 80 profissionais cadastrados na Associação dos Artesãos de Jacareí, criada há 18 anos, a variedade de artesanato é grande.

Há peças em tricô, crochê, palha de taioba e de bananeira, brincolagem, madeira, pintura. Os produtos são vendidos na Casa do Artesão, no centro de Jacareí, e também em feiras de artesanato.

"Meu forte são os biscoitos caseiros e chocolates, mas faço muito crochê também. Aprendi o crochê em um curso oferecido pela própria associação e hoje faço para vender", afirmou Dirce Aparecida Silva, 53 anos, uma das fundadoras da associação.

O artesão Eduardo da Silva, 36 anos, disse que aprendeu brincolagem --que utiliza madeira MDF-- há quatro anos por necessidade financeira, mas adorou a técnica e atualmente é professor de artesanato.

"Fiquei desempregado e aprendi por necessidade. Fui me aperfeiçoando e hoje dou aula na rede pública. Adaptei uma máquina de costura antiga para fazer a brincolagem", afirmou Silva.

Com a técnica, ele produz réplicas da capela da Mãe Rainha, quadros, cadeiras, porta-jóias, porta-retratos, móveis em miniatura, entre outros artigos.

Parte dos artesãos de Jacareí participa da Fapija (Feira Agropecuária e Industrial de Jacareí), que termina hoje. Integrantes da associação estão em uma das salas destinadas ao artesanato regional.

Cláudio Vieira
Clique para ver imagem ampliada
matéria anteriorÍndicepróxima matéria
CLASSIFICADOS
Balcão de Anúncios
ANÚNCIOS P/ cm
ASSINATURAS
Clube do Assinante
SERV. GRÁFICOS
EXPEDIENTE
PESQUISA
ED. ANTERIORES
SERVIÇOS
LINKS ÚTEIS
SUCURSAIS
BALCÕES
Empresa amiga da criança Grupo de Apoio à Criança com Câncer - GACC Laboratório Oswaldo Cruz Submarino InterNexo Ltda. provedor de serviços Internet
© 2004 ValeParaibano. Clique aqui para reprodução e direitos autorais