Incêndio
Morador volta para prédio sem água e luz em Taubaté
Parte dos apartamentos do edifício que pegou fogo ainda tem problemas
Taubaté
Os moradores do edifício Inglaterra, em Taubaté, retornaram ontem para casa, três dias após o incêndio que destruiu um dos apartamentos do prédio.
Dos 40 apartamentos, 29 estão totalmente regulares, segundo a perícia. Oito apartamentos ainda estão sem energia elétrica e água encanada. Os elevadores do edifício, que possui 20 andares, devem ficar desligados ainda por 10 dias.
O perito da seguradora Mapfre Vera Cruz, Antônio Everton de Souza Júnior, afirmou que toda a água utilizada pelo Corpo de Bombeiros para apagar o incêndio escoou para os poços dos elevadores.
"Estamos avaliando o estrago e só poderemos ligar os elevadores quando estiverem em total segurança para uso", disse.
A seguradora informou que apenas o apartamento 122, onde começou o incêndio, foi totalmente destruído. O imóvel será reformado conforme a planta original.
O perito disse também que ainda não existe valor estimado do prejuízo, já que houve danos elétricos e hidráulicos em todo o prédio.
O incêndio aconteceu na última sexta-feira, quando um grupo de amigos esqueceu uma panela no fogo. O proprietário do apartamento, Maurílio dos Santos, 57 anos, estava viajando e deixou a casa sob responsabilidade do filho (leia texto nesta página).
O Corpo de Bombeiros levou cerca de três horas para controlar o fogo.
TRANSTORNO - Os moradores dos apartamentos que estão sem água e energia elétrica estão se acomodando em hotéis e casa de parentes enquanto aguardam para retornar para o imóvel.
A médica Maria Tereza Frota, 57 anos, disse que vai para um hotel e só pretende retornar quando os elevadores estiverem funcionando. Ela mora no apartamento acima do que pegou fogo.
O empresário e ambientalista Júlio Targa, 46 anos, afirmou que o feriado foi um transtorno para a família, que teve que se alojar na casa de amigos e parentes.
"Parecíamos ciganos. Colocamos a mala no carro e cada dia ficamos na casa de alguém. É bom poder retornar", disse o empresário, que mora no 8º andar.
O prédio é um dos maiores da cidade e tem 27 anos. A seguradora espera resolver o problema da água e energia até amanhã.
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