Lula evita falar de crise em MG
Uberaba (AF)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em três discursos improvisados ontem durante visita à região de Uberaba (MG), não falou diretamente sobre a atual e maior crise de sua gestão. Em uma das falas, após ser duramente criticado por um grupo de sem-terra, afirmou que a população "pode até perder a paciência", mas não a "esperança".
No Triângulo Mineiro, porém, a atual turbulência no governo apareceu de forma indireta, quando Lula agradeceu a "dignidade" do vice-presidente, José Alencar (PL), "nos momentos bons e ruins", e ouviu de Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais e um dos principais líderes da oposição, a promessa de "solidariedade" para "não deixar o país perder o rumo" em meio a turbulências políticas.
Desde que o caso Waldomiro Diniz veio à tona, Lula não se pronunciou a respeito. Apenas por meio de seu porta-voz, André Singer, disse que todas as providências (exoneração e abertura de inquérito policial) já foram tomadas.
José Alencar, que anteontem defendeu em público o presidente da República sobre seu posicionamento em torno da atual crise e ontem o acompanhou na viagem a Minas, foi rotulado por Lula como um "irmão", "e não um vice".
"O José Alencar não é um vice, é um irmão, um companheiro para todos os momentos, sejam bons ou ruins. Por isso, eu não poderia deixar de fazer esse agradecimento ao povo mineiro por ter me dado de presente esse extraordinário ser humano chamado José Alencar", disse, durante discurso na Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, em Uberaba.
Dida Sampaio/AE
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