Figura paterna afeta o destino do herói
São José dos Campos
O Incrível Hulk é uma fusão de dois clássicos da literatura de horror --"O Médico e o Monstro", de Louis Stevenson, e "Frankenstein", de Mary Shelley. Stan Lee aproveitou basicamente a alternância de personalidade do primeiro com o aspecto físico do monstro do segundo.
Mas o filme de Ang Lee aproveita melhor o drama de Frankenstein. Tudo graças à presença do pai do cientista Bruce Banner.
Nick Nolte interpreta David Banner. Nos anos 60, ele desenvolvia um projeto genético para o governo, mas foi afastado depois que pretendia usar cobaias humanas. Em segredo, ele continuou sua experiência alterando seu próprio DNA. Ele quer garantir resistência física e grande poder de cicatrização. Quando Bruce nasce, ele continua com a experiência.
E ainda pequeno Bruce presencia uma cena de grande terror. Isso então determina o seu destino pós-acidente com os raios gama.
David Banner é um vilão diferente: em vez de bradar megalomanias teatrais, ele parece um mendigo, limpa a coriza com a mão e faz gambiarras em seu laboratório imundo.
Na cena em que David tem uma rara oportunidade de se encontrar com o Hulk, ele assume a pose de Victor Frankenstein contemplando sua criatura. No final do filme (diga-se de passagem, outro foco de polêmica), o filho se volta contra o pai, como escreveu Mary Shelley em seu livro.
CÃES - Quando o filme começou a ser produzido, a Internet veiculou um boato de que havia cães-Hulk na história. Os fãs se rebelaram, por acharem que a idéia poderia ser ridícula. O boato se confirmou. Os cães estão no filme. Mas a sequência saiu tão boa que acabou a reclamação.
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