ValeParaibano
Terça-feira, 29 de Julho de 2003
Vai viajar? Veja em www.novadutra.com.br as condições da Dutra.
Fale conosco
Região
São José
 

Risco de Racionamento

Grupo quer ações contra seca em represa

Baixo volume de água em reservatórios do Vale motiva debates e discussões para tentar evitar um possível desabastecimento

São José dos Campos

Órgãos municipais e estaduais, além de representantes de indústrias, se reúnem hoje e amanhã para definir ações para tentar evitar um possível racionamento de água no Vale do Paraíba no próximo ano em razão do baixo volume de água nos reservatórios de Paraibuna, Igaratá e Santa Branca, responsáveis pelo abastecimento das cidades da região.

Os encontros foram agendados depois que um estudo realizado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Eletríco) apontou que as três represas, que garantem a distribuição de água para cerca de 2 milhões de pessoas nos municípios paulistas, podem secar até outubro deste ano.

Na reunião de hoje, que acontecerá na sede do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), serão traçadas medidas de racionalização do uso da água na região com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto).

O encontro também contará com a presença de representantes da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e do GPMAI (Grupo de Profissionais do Meio Ambiente da Indústria), uma ONG (Organização Não-Governamental), que representa as empresas da região.

"Vamos traçar uma estratégia de racionalização do uso da água em ação integrada com os órgãos e indústrias que captam a água do rio Paraíba", disse o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraiba do Sul, Benedito Jorge dos Reis.

Amanhã, o Ceivap (Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul) se reúne na Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagos) do Rio de Janeiro para pedir que as vazões de água para o reservatório de Funil (RJ) sejam diminuídas.

De acordo com o estudo feito pelo ONS, a recomendação é que a vazão de água para o Rio de Janeiro seja reduzida em 30 mil litros por segundo. Hoje, a vazão é de 120 mil litros por segundo.

"As represas são as nossas poupanças. Em período de seca, libara-se mais água para garantir o abastecimento. Na época de chuva, retêm-se. Porém, não chove o suficiente para aumentar o nível da água na bacia do rio", disse o assessor da presidência do Ceivap, Edilson de Paula Andrade.

As assessorias de imprensa do ONS e da ANA (Agência Nacional de Águas), que também participarão do encontro na Serla, informaram que não iriam comentar o assunto.

A deputada federal Angela Guadagnin (PT) disse que vai apresentar hoje a situação dos reservatórios da região à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

"Sabíamos que a situação não era favorável, mas não imaginava que poderia chegar a tal ponto", disse a deputada, que é uma das organizadoras do Fórum Parlamentar Permanente em Defesa da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, instituído em maio deste ano.

ESTUDO - O levantamento do ONS foi baseado em cálculo simulado da queda no nível de água nos reservatórios dos últimos meses. A represa de Paraibuna estaria perdendo 0,3% de seu volume útil por dia e a de Jaguari, 1,4%.

A queda estaria sendo provocada pela alta vazão de água liberada para o reservatório de Funil (RJ), para garantir o abastecimento de 80% da região metropolitana daquele Estado, e pela falta de chuva concentrada na bacia do rio.

matéria anteriorÍndicepróxima matéria
CLASSIFICADOS
Balcão de Anúncios
ANÚNCIOS P/ cm
ASSINATURAS
Clube do Assinante
SERV. GRÁFICOS
EXPEDIENTE
PESQUISA
ED. ANTERIORES
SERVIÇOS
LINKS ÚTEIS
SUCURSAIS
BALCÕES
Empresa amiga da criança Vale por 3 Grupo de Apoio à Criança com Câncer - GACC Laboratório Oswaldo Cruz Submarino InterNexo Ltda. provedor de serviços Internet
© 2003 ValeParaibano. Clique aqui para reprodução e direitos autorais