Dólar acumulou alta de 1,4% em fevereiro
O dólar chega ao fim de fevereiro cotado a R$ 3,57 para venda e R$ 3,565 para compra. No impasse entre comprar dólares para se precaver de uma alta detonada pela provável guerra no Iraque e vendê-los no rastro de otimismo sobre o mercado local, a moeda fechou estável no dia, em alta de 1,4% no mês e valorização acumulada de 0,5% no ano. O risco Brasil, que opera de acordo com a oscilação desses títulos e reflete a confiança dos investidores externos no país, cai 2,49% para 1.171 pontos, menor valor desde os 1.149 do dia 10 de junho de 2002. No mês, o indicador recuou 11,4% e no ano, 19%. A Bovespa fechou fevereiro com uma perda acumulada de 6%. Ontem subiu 1,27%.
Ministro ameaça taxar exportação de produtos
O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, ameaçou implementar medidas que desagradarão aos produtores de aço, ferro, celulose e petroquímicos, caso esses setores insistam em elevar os preços de maneira injustificada, conforme denúncias recebidas pelo governo. Uma das possibilidades, se as empresas forem intransigentes nas negociações que o governo quer iniciar, é criar um Imposto de Exportação. Por meio da assessoria de imprensa, Furlan disse que não tem a intenção de criar o imposto e que preferia conversar com os setores para chegar a um acordo. Ressalvou, no entanto, que os reajustes de preços podem obrigar o governo a criar a nova tarifa.
Preso ex-PM acusado de participar de assalto
A polícia do Pará prendeu ontem à tarde o ex-soldado PM Fábio Nogueira, acusado de integrar a quadrilha que gerou pânico e fez pelo menos 15 reféns durante assalto a uma agência bancária no centro de Tucuruí (350 km de Belém), anteontem. Os assaltantes usaram os funcionários e clientes da agência como escudos humanos e dispararam tiros para todos os lados durante 40 minutos em frente ao banco. Eles fugiram do cerco policial em duas camionetes e levaram cinco reféns --todos libertados em uma estrada depois de 20 minutos de fuga. O ex-PM foi preso em Barcarena (PA) por policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado. Ele negou o envolvimento no caso e não havia constituído advogado. Nogueira já havia trabalhado como policial em Tucuruí.
Pedido bloqueio de bens de Duda Marcelo Alencar
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitou à Justiça o bloqueio dos bens e a suspensão dos direitos políticos por até oito anos do publicitário Duda Mendonça, do ex-governador do Rio Marcello Alencar e de seu filho Marco Aurélio Alencar, ex-secretário de Fazenda do Estado do Rio, por suposto dano aos cofres públicos em R$ 5,17 milhões. A ação civil pública por improbidade administrativa, elaborada pelo promotor Rogério Pacheco Alves, refere-se à subcontratação em 1997 da A2CM Limitada, empresa da qual Duda é sócio, por seis empresas que haviam vencido licitação para prestar serviços de publicidade para o governo do Estado do Rio. Outros dois ex-funcionários do governo também são citados na ação, proposta à 6ª Vara de Fazenda Pública do Rio.
Empresário é preso por senegação em S. Paulo
O empresário Ari Natalino da Silva, 43, dono da distribuidora de combustíveis Petroforte, com sede em Paulínia (126 km a noroeste de São Paulo), foi preso às 7h de ontem pela Polícia Federal, no momento em que fazia exames médicos no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Segundo a PF, a prisão do empresário foi feita por agentes da Delecoi (Delegacia de Crime Organizado e Inquéritos Especiais), que tinham um mandado judicial obtido pelo órgão na 7ª Vara Criminal Federal. O mandado, expedido pelo juiz Ali Mazlon, toma como base provas documentais recolhidas pela PF que ligam Silva a crimes de sonegação fiscal.
Morre presidente dos Diários Associados
O presidente dos Diários Associados, Ibanor Tartarotti, morreu ontem pela manhã, no Hospital Samaritano, no Rio, aos 75 anos. Internado com insuficiência respiratória no dia 18 de fevereiro, ele teve falência múltipla dos órgãos e morreu às 7h. Gaúcho de Farroupilha, trabalhava na empresa havia 56 anos e foi colaborador próximo do fundador Assis Chateaubriand. Em 1975, depois de ocupar postos de direção dos Associados em vários Estados, foi nomeado diretor-superintendente do Jornal do Commercio, com sede no Rio de Janeiro. Em 1980, assumiu a vice-presidência da Empresa Editora Jornal do Commercio, comandada por Austregesilo de Athayde. Com a morte do integrante da Academia Brasileira de Letras, em 1993, Tartarotti assumiu a presidência.
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