Lançamentos
Frank Aguiar mistura forró e MPB
Seguindo exemplo de Roberto Carlos, o músico faz homenagens às mulheres em seus discos; a bola da vez são as gordinhas
São José dos Campos
Trabalhando com muito afinco, o piauiense Frank Aguiar lança o CD 'Volume 8' pela Abril Music. Tentando inovar o seu cardápio musical, o forrozeiro mistura os ritmos nordestinos com a MPB de todo o Brasil.
A música de trabalho 'A Cabeça Domina o Coração', é um exemplo de romantismo misturado com aquela dose de malícia que todo forró tem. Mas para quem quiser dançar até, o CD traz faixas como 'Pras Gordinhas', mais uma homenagem do cantor, que já celebrou as loiras e morenas em discos anteriores.
Isso sem contar as músicas como 'Viajando nos ritmos brasileiros', 'Labutado no Fandango' ou a romântica 'Um Passarinho'.
Nessa onda de paixão e dor de cotovelo segue 'Toda Amor Vale a Pena' e 'Amor Não Faz Mal a Ninguém', que inclui até a Marcha Nupcial como música incidental.
Frank Aguiar também optou por muitas regravações em faixas como 'Bamboleio', 'Não se Vá' -- um clássico brega na voz de Jane e Herondy-- e 'Feche os Olhos', versão de 'All My Loving', dos Beatles.
A carreira de Frank Aguiar começou no início dos anos 90, pelo selo Somzoom, na periferia de São Paulo. De lá para cá, o músico já vendeu mais de 2 milhões de cópias.
MARGARETH MENEZES - Em seu novo disco, 'Afropopbrasileiro", a cantora baiana Margareth Menezes, que ficou quatro anos sem gravadora, se arrisca pelo pop e rock sem fugir de suas raízes afrobaianas.
'A gente vem evoluindo sem perder a referência", analisa Margareth Menezes, cujo CD foi produzido por Carlinhos Brown e Alê Siqueira.
'Meu trabalho sempre teve uma concepção samba-reggae. Sempre fui muito dançante. As presenças de Brown e Alê trouxeram uma novidade, um frescor que enfatizou meu lado pop", diz.
O fato é que quem pensa que Margareth é somente uma referência do Carnaval baiano está muito enganado.
A moça vai muito bem na baladinha (dando ênfase ao estilo voz e violão) 'Preciso", que é de sua autoria. Os tambores afros estão presentes em 'Mamãe Querida" e o samba baiano em 'Do Mar, Do Céu, Do Campo".
O lado dance surge em 'Cai Dentro" (de Baden Powel e Paulo César Pinheiro). O rock aparece na faixa 'Mãe de Leite", de Zeca Baleiro. 'É a primeira vez que gravo uma música do Zeca e fiquei muito feliz com o resultado", disse.
O tempo que a cantora ficou em cima dos trios elétricos parece que lhe fez bem.
BACKYARD BABIES - Nada modestos, eles dizem que não há "nenhuma banda aí fora que soe como nós". Vêm da Suécia e têm espantado as platéias abrindo shows para o mítico AC/DC.
Trata-se do grupo de rock pesado Backyard Babies, que chega agora em julho ao Brasil para lançar seu novo disco, "Making Enemies Is Good" (BMG). Da nova cena do metal, eles se julgam os maioriais - só equiparáveis a Stooges, Ramones e Sex Pistols.
Apesar do título do seu disco, "Fazer Inimigos É Bom", eles são amistosos. Nicke Borg, vocalista, falou à reportagem por telefone. Além de Borg (vocal e guitarra), Dregen (guitarra), Peder Carlsson (bateria e percussão) e Johan Blomquist (baixo).
Eles chegam no dia 14 a Goiânia para uma série de viagens de promoção, que inclui São Paulo (16, 17 e 20), Santos (18), Londrina (19), São Carlos (21) e Rio de Janeiro (22 e 23).
O que sabem sobre o Brasil? -
Nicke Borg - Vimos o Rock in Rio pela TV, estamos sedentos para tocar aí. Adoro o Sepultura, foi uma das minhas grandes influências. Hoje, o grupo não é mais a mesma coisa. Eu prefiro o Sepultura com o Max.
O que acha dessa cena do nu-metal, com Korn, Marilyn Manson coisas assim?
Eu acho o seguinte: qualquer guitar music é melhor que Backstreet Boys. Gosto do Marilyn Manson, do jeito como ele revigora a coisa do Alice Cooper. Mas, pessoalmente, sou mais punk rock, é o que gosto mais de ouvir, é o que crescemos ouvindo. Fred Durst e o Limp Bizkit são para crianças.
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