Diversos horizontes
Dança do Vale do Paraíba terá um 2002 bastante diferente; grandes escolas estão otimistas, enquanto grupos de pesquisa precisam de mais espaço
São José do Campos
A dança do Vale do Paraíba inicia o ano de 2002 com diferentes perpectivas. As grandes academias de dança espera aumentar seus quadros e dar continuidade aos seus projetos. Já os grupos de pesquisa pretendem ganhar mais público para seus trabalhos - que ainda não existe de forma consistente na região.
A CBS (Companhia Brasileira de Sapateado) pretende continuar o movimento de profissionalização iniciado no ano de 2001. A Companhia tem mais de 300 alunos dividos em grupos de sapateado, jazz, balé clássico e dança do ventre.
Segundo a diretora da CBS, Adriana Brunatto, as perspectivas desse ano são favoráreis, pois as pessoas estão mais interessadas na dança, principalmente no sapateado, que a cada dia se populariza mais.
"Ano passado tive que montar várias turmas de sapateado durante o ano. O mercado para a dança em São José está bastante favorável", explicou Adriana.
Uma das principais inovações da companhia para este ano é a formação de um grupo de sapateado masculino, ainda inédito na cidade. A equipe vai participar do Festival de Dança de Joenvile, um dos mais tradicionais do Brasil
"É a primeira vez que um grupo só de homens concorrerá na categoria de sapateado dentro de um festival de dança. Será um feito inédito do Brasil", disse.
OTIMISMO - A bailarina e coreógrafa Cristina Cará também se mostra otimista para ano de 2002. Ele pretende manter sua academia funcionando a todo o vapor e ensair novas coreografias com seus alunos, a fim de prepará-los para os festivais que acontecem no decorrer do ano.
"Em 2002 vamos aprimorar o que foi feito no ano passado. Participamos de vários festivais e fomos muito bem em 2001. Pretendemos repertir a dose" disse Cristina.
PESQUISA - O grupo Magesto, de Jacareí, no entanto, não compartilha desse otimismo sobre a dança no Vale do Paraíba, e reclama da falta de espaço para os grupos que desenvolvem pesquisa e não estão inseridos nas lógicas das academias.
"Ainda não há espaço para apresentações de grupos como o Magesto. Ainda precisamos conquistar o gosto do grande público para ver o nosso trabalho obter um certo êxito", afirmou a bailarinha e também diretora do grupo Carla Nader.
DANÇA SÓCIAL - Exemplo ímpar dentro da dança da região, Matilde Mathias, que há 15 anos leva dança à periferia de São José dos Campos, vai dar continuidade ao seu projeto social e pretende implementar o Litoral Dance Festival, que entra em sua quinta edição este ano.
"Só tenho o que comemorar, vou manter meu trabalho com os 52 alunos do Bairro do Morumbi e ainda continuarei na organização do Litoral Dance, que é um festival de dança que cresce a cada ano. Estou otimista", afirmou Matilde.
Divulgação
Pedro Ivo Prates/24FEV01
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