Despesa operacional soma R$ 1 mi
São José dos Campos
Alvo de investigação no Ministério Público, a PoloVale usou quase R$ 1 milhão em despesas operacionais, que envolvem o pagamento de salários, encargos, serviços de terceiros, uso de imóvel, comunicação, eventos e publicidade.
Somente com pagamento de salários, foram pagos R$ 210 mil no ano passado. A fundação possui 11 funcionários.
Também foram gastos R$ 225 mil em serviços de terceiros, R$ 139 mil em aluguel, R$ 56 mil em gastos com comunicação, além de R$ 80 mil em eventos e publicidade, com base no relatório de atividades da fundação.
A auditoria externa que deve começar a ser feita na segunda semana de maio vai apurar se os gastos foram compatíveis com o preço de mercado e se houve necessidade de realizá-los. Para a inauguração da nova sede da entidade, em agosto do ano passado, foram gastos R$ 14 mil. "Os gastos foram, no mínimo, estranhos", afirmou o promotor que investiga o caso, Luiz Cláudio Vidal Gonçalves.
Para este ano, a fundação previu um repasse de R$ 6,1 milhões por meio da Lei de Informática. As demais mantenedoras, que são o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Ciesp (Centro das Indústrias de São Paulo), a ACI (Associação Comercial e Industrial) e a prefeitura, contribuiriam com R$ 432 mil para a arrecadação da fundação.
O orçamento está sendo questionado pelo ex-conselheiro da PoloVale, Cristóvão Cursino na Promotoria. Ele pede a anulação do orçamento.
Segundo ele, o então diretor tesoureiro da entidade, Jair Capatti Júnior, não pôde participar da reunião que aprovou o orçamento deste ano.
"O diretor foi proibido de participar. Não foi ele que elaborou esse orçamento", disse. Em carta do então diretor-tesoureiro a Cursino, ele relata que não teria participado da reunião porque a sala estaria "muito cheia". Capatti Júnior não foi localizado ontem pela reportagem do ValeParaibano para comentar o assunto.
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