Tragédia
As autoridades de Guam anunciaram ontem que não esperam encontrar mais sobreviventes da queda do Boeing 747 da Korean Air Lines (KAL) que caiu na mata daquela ilha, a apenas 5 quilômetros da pista de aterrissagem do aeroporto de Agana, capital dessa possessão norte-americana no Pacífico. Um porta-voz do governador informou ontem que 27 pessoas sobreviveram, das 254 a bordo do vôo 801. Segundo esse porta-voz, 32 pessoas foram levadas a hospitais após o acidente, mas 5 morreram em conseqüência dos ferimentos.Os números, no entanto, ainda são confusos. Em Seul, a companhia aérea informou que havia 29 sobreviventes. Já segundo o almirante norte-americano Martin Janczak, que faz parte da comissão de investigação dos EUA que chegou ontem à ilha, 30 pessoas sobreviveram, 69 tiveram a morte confirmada e 155 são consideradas desaparecidas. Também não se sabe qual a causa da queda do avião. As duas caixas-pretas da aeronave foram levadas a Washington, onde serão examinadas.
A agência de notícias sul-coreana Yonhap, citando um alto funcionário da companhia, disse que o avião caiu partido em dois e envolto em chamas, o que sugere a possibilidade de um atentado. Essa versão e a de que o Boeing chocou-se contra uma antena militar norte-americana em Guam foram desmentidas pelo presidente da Comissão Federal para a Segurança nos Transportes dos Estados Unidos, Jim Hall.
No momento da queda havia uma tempestade tropical sobre a ilha. O Boeing chocou-se contra uma montanha quando tentava aterrissar, procedente de Seul. Fontes militares norte-americana desmentiram a notícia de que o piloto do avião havia pedido permisão para fazer uma aterrissagem de emergência ou que havia avisado por rádio a existência de um incêndio a bordo.
Um Airbus da KAL teve de regressar ontem ao aeroporto de Osaka 20 minutos depois de levantar vôo com destino a Seul, por causa de problemas nos motores. O piloto do A-300, com 261 passageiros e 12 tripulantes, avisou que iria voltar ao aeroporto seis minutos depois de levantar vôo. A empresa investiga a causa do problema.
PIORES ACIDENTES - O ano passado teve dois dos recentes acidentes aéreos com maior número de vítimas. Em 8 de janeiro de 96 um cargueiro russo Antonov-32 caiu num mercado no centro da capital do Zaire, Kinshasa: 350 pessoas morreram. No dia 12 de novembro de 96 um Boeing da Arábia Saudita e um cargueiro Ilyushin do Casaquistão chocaram-se em pleno ar, perto de Nova Delhi, Índia; foi o pior acidente do gênero, 349 morreram.